O Lepar (Laboratório de Ensino e Pesquisas Arqueológicas) é um espaço de ensino relacionado ao extenso campo do conhecimento arqueológico. Vem dando suporte as disciplinas correlatas do Curso
de História, bem como, fomentando tal conhecimento com a promoção de oficinas, cursos de extensão e a participação de alunos em diversas escavações arqueológicas promovidas por outras instituições.
O LEPAR tem dois objetivos principais: (1) interpretar os significados e os sentidos discursivos das práticas cotidianas relacionadas com a cultura material das unidades domésticas
identificadas arqueologicamente e referentes à imigração italiana e a ocupação lusa, no município de Caxias do Sul (século XVIII/século XIX), enquanto signos e enquanto manifestações que
expressam a existência de identidades culturais de grupos humanos em diáspora e em hibridismos num processo de diferenciação de culturas; e (2) propiciar construções de sentimentos e ações de
pertença em relação aos testemunhos arqueológicos evidenciados, visando a sua ressignificação e apropriação pelos grupos sociais envolvidos com a pesquisa. A problemática enfocada se insere no
campo da Arqueologia Pós-Colonial. Trata-se de um trabalho inédito e pioneiro nesta região. Além disso, inserido nestas circunstâncias, vai colaborar e acrescentar conhecimento ao que já vem
sendo pesquisado pela História, Antropologia e Sociologia dentre outros campos.
Além do acervo arqueológico, existe um acervo documental arquivado no IMHC, referente às pesquisas arqueológicas, fotografias de sítios arqueológicos, manuscritos e artigos científicos, notícias de jornal sobre as pesquisas, anais de congresso, boletim informativos, correspondência com demais pesquisadores, documentos institucionais, croquis e datações dos sítios pesquisados, diários de campo, mapas, além de outras tipologias documentais.
Um acervo menor e mais recente é proveniente das pesquisas realizadas pelo prof. Dr. José Alberione dos Reis, nos anos 2009 e 2010, por meio do projeto "Arqueologia das Identidades: unidades domésticas da imigração italiana e da ocupação luso- brasileira no município de Caxias do Sul (século XVIII/século XIX)". Esse projeto foi desenvolvido, parcialmente, na localidade de Forqueta, Caxias do Sul, sendo que resultou em filmagem de entrevistas com os moradores, atividades com professores da escola estadual do distrito, oficinas de arqueologia com os estudantes da graduação em história e alunos do ensino médio, bem como um acervo de louças, vidros, metais e outros objetos provenientes de um sítio arqueológico histórico escavado em Forqueta, que os moradores indicaram como sendo uma das casas dos primeiros imigrantes italianos da região.